sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fim das Férias



                Oi, tudo bem? Pois é, para muitos, semana que vem será a última semana de férias escolares. Cessa de ter o privilégio de jantar de casa, sem se preocupar com horários de aulas, disciplinas, estudos, trabalhos e provas. Voltamos à rotina da faculdade, novas pessoas, velhos colegas serão reencontrados e novas chances aparecerão em nossas vidas.
                Como um corredor grande, cheio de portas laterais, devemos tentar abrir algumas, mesmo que não para entrar, apenas para dar uma espiada no que nos aguarda do outro lado. Sucesso, fracasso, superação, medo, desconfiança e conquista são algumas das surpresas que nos aguardam por trás de cada porta.
                Para não perder o costume anual, eu crio expectativas em conhecer garotas legais, claro. E conheço, conheço dezenas, centenas de garotas.  No começo é tudo um mar de rosas, todas demonstram ser interessantes, mas esse interesse é perdido depois alguns dias. Quando eu passo a conhecê-las melhor, descubro que na maioria dos casos são apenas garotas sem muita relevância aos meus interesses, nenhuma que “faça o meu tipo”, nenhuma característica especial, logo, conscientizo-me da situação e tento ficar na minha o máximo que puder, sendo apenas eu. Pois, por mais utópico que seja, que mais impossível que pareça, eu tenho esperanças em encontrar alguma garota que, pelo menos, goste do que eu gosto e preze pelo o tipo de ideias que eu prezo.
                Provavelmente eu farei amizade com algumas garotas, ajudar outras com os afazeres acadêmicos e entrar na zona da amizade, como sempre. Mas, caso alguma goste de mim, eu sinceramente não saberei o que fazer, porque até hoje o planejado mentalmente foi me aproximar de alguma e fazê-la se interessar por mim, não o contrário.
                Mas enquanto a inevitável semana não chega, vou aproveitar para ver o máximo de animes que eu conseguir, ler o máximo que eu puder, jogar até enjoar e tomar sorvete até ter uma gripe. Um ótimo fim de semana para todos vocês quatro, ou cinco, que sempre me acompanham.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pokémon X e Y



                 
                Olá, tudo bem? Como todos já sabem, semana passada os jogos Pokémon X e Pokémon Y foram anunciados pela Nintendo. Pela primeira vez teremos batalhas e cenários totalmente em 3D, dando uma nova perspectiva de jogo para a franquia.
                A apresentação foi feita pelo presidente da Nintendo, Satoru Iwata na manhã de uma terça-feira e surpreendeu a todos. O incrível é que os jogos serão lançados simultaneamente, em outubro, no oriente e no ocidente e pela primeira vez, os nomes dos jogos não estão relacionados a cores ou pedras preciosas. Segue o vídeo da apresentação abaixo.

                O que mais me surpreendeu foi a pressa que eles tiveram para lançar o game, talvez para alavancar as vendas do 3DS, mesmo tendo lançado o Pokémon Black & White 2 Em Julho de 2012. Eu, particularmente, estou no meio do Black 2 e confesso que fiquei um pouco desapontado com a notícia, pois esperava que uma nova geração de Pokémon pudesse ser lançada em outro não. Com certeza a notícia foi bem recebida pelos pokémaníacos, que correrão atrás dos novos games assim que disponíveis.
                Só espero que os antigos não fiquem abandonados, principalmente pelas funções online como as trocas e as batalhas. Eu estou com o pé atrás, sinceramente não gostei dos trailers que vi, prefiro o modo 2D charmoso que o Pokémon sempre teve. E em relação aos iniciais, o único que eu gostei foi o inicial de fogo, Fennekin. Conversando com várias pessoas e analisando fóruns e os comentários, percebi que a grande parte do público recebeu bem o jogo e uma pequena, mas significativa parte, não gostou, talvez pelo design inovador, talvez pela geração de Pokémon estranhos que virão ou talvez por preconceito bobo, algo bem estético. Independentemente da minha opinião, desejo que a Nintendo tenha sempre sucesso, pois Pokémon fez parte da minha infância e adolescência, joguei muito Pokémon Red e Silver, trocava os monstrinhos através do Cable Link com o meu amigo, enfim, foi uma infância preciosa e que eu não lamento por nada.
                Então que venha a nova geração! O verdadeira aceitação será refletida nas vendas dos games. Espero que se saiam bem, estou torcendo! Bom fim de semana a todos. 
 
            

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Possível Descoberta de uma Super-Terra - Planet Hunters



                Olá, tudo bem? Vamos falar de astronomia? Nesta semana, foi anunciada a possível descoberta de um planeta como a Terra pela comunidade científica. A notícia foi publicada no Live Science e gerou grande repercussão. Segue o link da notícia, em inglês: http://www.livescience.com/26143-most-earth-like-alien-planet.html
                Os cientistas acreditam que o planeta KOI-172.02 pode ser o planeta mais parecido com a Terra já descoberto e é chamado de Super-Terra. As descobertas de planetas possivelmente habitáveis têm sido feitas pelo telescópio espacial Kepler, que já detectou mais de 460 planetas, sendo que 4 são considerados como Super-Terras. Mas o que é uma Super-Terra?
                Uma Super-Terra nada mais é que um planeta como a Terra, só que maior e com mais massa. Estes planetas orbitam em torno de uma estrela e estão a uma distância que é considerada como zona habitável, nem tão longe de uma estrela como o Sol, mas nem tão perto, o que acarreta em água líquida, atmosfera respirável e consequentemente vida. No caso do KOI-172.02, foi constatado que seu diâmetro é 50% maior que o da Terra e sua órbita dura aproximadamente 242 dias. Abaixo há uma comparação da Terra e dele.


PLANET HUNTERS

                Poucos sabem, mas no site www.planethunters.org, qualquer pessoa pode se tornar uma caçadora de planetas. O processo é simples, basta entrar no site, que está em inglês, ler o tutorial e sair caçando, entretanto, há opção para se cadastrar gratuitamente para ter acesso às maiores estrelas. Os novos planetas são identificados apenas olhando como o brilho de uma estrela muda com o tempo. Assim, quando um planeta passa em frente a uma estrela, nós vemos uma inclinação da luz que ele emite e dependendo do quão longe um planeta está de uma estrela, nós podemos ver uma ou muitas inclinações na curvatura da luz. Lá também podemos ver o tipo de cada estrela, sua magnitude, temperatura e seu raio.
                Talvez seja um pouco complicado no começo, mas com pouco tempo mexendo no site, pegamos o jeito. Está aí minha recomendação, achei bem divertido, além de estar participando ativamente de algo tão magnífico assim. Tenham um bom fim de semana.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dicas de bons animes para as férias: BTOOOM! - Análise reflexiva do anime





                Olá, tudo bem? Continuando a postagens sobre animes, hoje eu quero falar sobre o “BTOOOM!”, que é um anime feito pela Madhouse, a mesma que animou Death Note, Kaiji, Hunter x Hunter (2011), Claymore, Monster, High School of the Dead, entre outros animes que são considerados por muitos como aqueles acima da média, especiais. Talvez seja esse fator o principal para a emoção, o drama e a pressão psicológica que o anime apresenta.
                Eu pude perceber em vários episódios alguns elementos que lembram, muito, o Kaiji e o Death Note. Sinceramente, Mushishi e “BTOOOM!” são os dois melhores animes que eu pude acompanhar em 2012, são aqueles animes que você assiste a um episódio e fica ansiando por mais, querendo ver, fica praticamente cativado com a qualidade da história, com o cenário e com o desenrolar da história (ou estória, para os tradicionalistas). A seguir, a sinopse de “BTOOOM!”, retirada do Wikipedia.
                Ryōta Sakamoto é um desempregado de 22 anos que mora com a mãe. No mundo real ele não é alguém especial, mas online ele é um dos melhores jogadores do planeta de um jogo chamado Btooom!
                Um dia, ele acorda no que parece ser uma ilha tropical, porém não lembra como ou porque foi parar ali. Enquanto andava pela praia, Ryōta viu alguém e chamou por socorro. O estranho respondeu jogando uma bomba nele! Agora Ryōta percebe que sua vida corre perigo e que está em uma versão da vida real de seu jogo preferido! Ryōta conseguirá sobreviver e descobrir porque isso está acontecendo e quem é o culpado?
                Legal, né? Nem preciso dizer que “caiu como uma luva” para mim, além dele ter a mesma idade que a minha, creio que, por enquanto, não levo uma vida muito diferente da vida de NEET (Not currently Engaged in Emplyoment, Education or Training, algo como “atualmente sem emprego, não estuda e não faz estágio”) dele, sou viciado por games e por enquanto, este mês, janeiro, não tenho emprego, nem namorada.
                Gostaria de mostrar a seguir, uma reflexão profunda sobre o anime, elaborada pela minha amiga N (que não é de Near), segundo o entendimento dela em relação ao BTOOOM, com algumas modificações feitas por mim.



               ANÁLISE REFLEXIVA (CONTÉM SPOILERS)
               
             Temos uma história bem elaborada, retratando a vida cotidiana, os problemas, não somente nossos, mas de várias pessoas, onde cada qual luta contra seus fantasmas interiores, ao mesmo tempo em que luta pela sobrevivência pessoal, em tempos onde os valores, a essência, a lealdade e confiança são atributos pouco valorizados, praticamente esquecidos.
              A ilha representa o mundo onde vivemos, uma selva urbana (como eu já citei em uma postagem anterior), onde para sobreviver, ou mata ou morre, da forma mais torpe possível.
O jogo retrata a vida, onde escolhas e detalhes fazem toda a diferença. As regras que nos são impostas, as armas que temos para enfrentar e sobreviver, tudo a nossa sobrevivência mundana.
              As pessoas são os medos, as culpas que nos cercam. Cada uma armada de uma maneira distinta, surpreendente, imprevisível.
              O Sakamoto e sua família, as questões mal resolvidas, frustrações, os meios que usa pra se esconder, as decepções que ele passa, seus medos, sua amargura. Todas essas dores fizeram com que ele, tardiamente amadurecesse, tanto que em um episódio, ele se refere aos outros como adultos, algo como “então adultos pensam assim” e percebe que ao fazer isso, esqueceu de amadurecer mentalmente, pois sempre tentava se esquivar (o que  na verdade era um retardamento) dos seus problemas e foi a ilha que o trouxe à realidade.
              E essa realidade acabou sendo um choque para ele, para ele acordar, para ele realmente começar a viver. Mesmo sendo um rapaz sem maldade, ingênuo e bobo, ele sempre foi um cara bacana, bom, leal. As percepções que tinha, por mais simplórias que fossem, só acrescentaram, ajudaram-no a vencer, não somente o jogo, mas vencer a si mesmo.
              Compaixão e a negação dele foram incríveis. E por mais utópico, acreditar no amor o fez mais forte. Quando via tudo lá, perdido, sem volta, era isso que o motivava, aquela garota do jogo, a Himiko .Já os amigos que fez, como o Taira –San,  fizeram ele entender que, por mais que relutemos, sobreviver sozinho é quase impossível. Juntando forças é que se constrói, juntando forças é que se vence. A questão da confiança é discutida a todo o momento, do mesmo modo em que o “medo” também sempre se apresenta, confunde, manipula. O medo nos faz de fantoches, assim como no jogo, somos controlados por essas pressões, por esses medos, mesmo tentando nos esquivar.
              Já a Himiko, ah... Himiko. Do mesmo modo que Sakamoto, ela se escondia nos jogos. A culpa que carregava era nítida, era notório o quanto isso ocasionava dor. Além do jogo, ela, por sorte, se apoiava nele. Ou melhor, um via no outro a “salvação”. A forma deslocada dela, a vida solitária, triste. O “pecado” que ela carregava, por não ter conseguido ajudar as pessoas que gostava, só pioraram o que já estava mal resolvido.
              O medo que ela sentia e o mal que fizeram a ela não a deixavam esquecer, torturando-a psicologicamente, fazendo com que ela passasse a desconfiar de qualquer pessoa. Como se ela estivesse morta por dentro, seu interior.
              Sakamoto, do jeito ingênuo e ao mesmo tempo sincero, conseguiu  fazê-la acreditar novamente, confiar nas pessoas, confiar em alguém.
              Um ponto interessante é que, cada jogador, foi escolhido minuciosamente. E a todo o momento vinham à tona suas frustrações, como se estivessem ali, justamente para esse fim, pagarem pelo que fizeram. Cada um sendo punido de formas diferentes, por transgressões e atos diferentes. Uns cometendo os mesmos erros, outros aprendendo com os erros de outrem, outros pagando, se entregando de fato.
              “BTOOOM!” é a nossa vida, “BTOOOM!”somos todos nós, nos fazendo acreditar que as coisas podem mudar, que existem sim alternativas, que não existe o impossível pra quem quer vencer, que sempre há tempo, que podemos amadurecer e aprender, cada qual no seu tempo, que por mais que tenhamos medos, que por mais que esses fantasmas persistam em nos assolar, podemos sim nos livrar deles. Ressaltando que, por mais clichê que tenha sido o final, o amor pode sim, nos salvar, nos fazer acreditar novamente.
              A questão é não se esconder, não deixar dragões-de-komodo nos atingir, sermos cautelosos, jogar o jogo de forma honesta, afinal, a recompensa vem no seu tempo, no tempo ideal.