Olá,
tudo bem? Pois é, estamos na sexta-feira de Carnaval. Bem, como todos já sabem,
o Carnaval teve origem nos cultos aos deuses pagãos na Grécia e que ao longo do
tempo, vários elementos foram introduzidos, como práticas sexuais, bebidas,
fantasias e máscaras.
No
Brasil, ele sofreu a incorporação do samba, mais o desejo insano por
festividades do brasileiro e deu no que deu. Atualmente o conceito de um “baile
de carnaval” não existe mais aqui no nosso país. Isto porque a festa foi
banalizada pela nossa sociedade, com o intuito de torná-la algo diferente,
novo, moderno, livre. E com isso surgiu o tal do “carnaval de rua”, que, na
maioria das vezes, é feito com trios elétricos, com milhares de pessoas, em
vários blocos diferentes.
Beijar,
abraçar e transar são vistos como o verdadeiro objetivo dos foliões, que não se
preocupam com doenças transmitidas através do beijo e nem com a quantidade de
pessoas com quem fazem isso, aumentando assim o risco de contrair alguma
doença. O pior é que muitos não usam preservativos e além de correrem o risco
de pegar alguma Doença Sexualmente Transmissível, também correm o risco de se tornarem
pais de filhos indesejados. Imaginem o quão desgraçado será aquele que nasceu
de uma relação sexual casual de carnaval. Se a mulher engravidou de algum
conhecido, ainda poderá receber assistência ou até mesmo se casar (o que eu
acho pouco provável) com o homem, mas e se for com um daqueles homens fortes, estereótipos
sexuais masculinos, que apenas querem se divertir sem compromisso? O quão
desgraçada será a criança? Imagino-a, aos seis anos, perguntando do pai dela, porque
os coleguinhas de classe vivem falando de seus pais. Espero que isso não
aconteça.
Enfim,
está tão decadente o carnaval, que até em minha cidade eles ficaram sem opções.
Esses carnavais do interior, ou até os de cidades grandes, seguem o mesmo
esquema do carnaval de rua, mas em algum ambiente fechado, com poucos blocos,
tudo pago, com segurança, é claro, porque eles querem a separação social.
Nesses lugares, casas de show ou clubes, as pessoas se encontram ao som de uma
música alta, bebem até não conseguirem mais e tentam engajar com outras
pessoas, mesmo que a maioria não dance, apenas fique mexendo o corpo, como se
estivessem incomodadas, mas não, estão apenas fazendo ritos sociais sem
sentido. O que eu vejo nada mais é do que uma imitação da natureza, uma dança
do acasalamento, por mais bizarro que seja.
O
macho, segurando alguma latinha de cerveja e balançando o pescoço, se aproxima
da fêmea, que finge não o notar por alguns momentos, virando o rosto para outro
lugar. O macho, que quer acasalar, pode acabar usando a força, como pegá-la
pelo braço e puxá-la em sua direção e aí vem o ato decisivo, o ato da escolha
da fêmea. Se ela se interessar, provavelmente seus bicos, digo...lábios se
tocarão e mesmo não se conhecendo melhor, a porcentagem do coito acontecer é
realmente alta, dependendo das situação do ambiente. Caso seja rejeitado, ele
tentará novamente, até que a fêmea saia de perto dele e procure outros pretendentes. Realmente, esse tipo de festa, com esse tipo
de pessoa, realmente se assemelha à vida selvagem.
Brincadeiras
à parte, não que eu seja contra o Carnaval, pelo ao contrário, acho bonitos os
desfiles, as fantasias e, no caso dos desfiles da tv, os elementos culturais,
históricos e até mitológicos representados nas diversas alegorias, mas acho
deplorável a apelação sexual e a decadência da festa em si. Qual o motivo das
mulheres se vestirem com tanta vulgaridade? Mostrar que são belas? Mostrar que
podem? Mostrar aos estrangeiros que temos mulheres bonitas? Atrair pessoas para
as festividades? E a festa? Para que ficar bebendo sem parar? Conheço garotas
de 15 anos que contam os dias o ano todo, só para o Carnaval. Não são de uma
aparência muito desejável e ficam repetindo que não veem a hora de tomarem
todas. Sinceramente, acho que esse tipo de festa de Carnaval não passa de um
lugar para as pessoas que são, ou se sentem fracassadas na vida extravasarem, pois
elas sabem que não conseguem parceiros fixos por não serem do tipo que agradam
aos olhos alheios e é no Carnaval que encontram sua válvula de escape. Lá todos
vão beber, todos vão se alterar. Lá eles não vão ver quem é bonito ou quem é
feio, provavelmente vão agarrar a primeira pessoa do sexo oposto que
encontrarem, ou do mesmo sexo. Fora as pessoas bêbadas, o forte cheiro de suor,
temos nos banheiros um verdadeiro festival de conteúdo gástrico expelido pela
boca em todos os cantos, uma cena realmente nojenta. Mas no final, eles vão
dizer que valeu a pena ter ficado ruim quase todos os dias, ter arrumado aquela
briga por causa de uma garota bêbada, que valeu aquelas feridas na boca devido
ao beijo na moça desconhecida, que apesar da vergonha que passaram perto de
amigos e conhecidos, valeu a pena ter feito tudo, e que nós, que não aprovamos
e não somos religiosos, somos os esquisitos, os reclusos sociais que não “sabem
aproveitar a vida”, como se a vida se resumisse a um festival de nojo e
doenças, composto por pessoas fracassadas que aproveitam de outras para satisfazerem
suas vontades e que usam a bebida e o calor da festa como desculpas por tais
atos. No final, eu tenho pena deles.
Desejo
a todos um ótimo fim de semana e façam um proveito sábio do feriado prolongado. Eu vou ficar vendo
anime e jogando. Um abraço a todos.

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