sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carnaval Brasileiro - Festa Banal e Decadência Moral



                Olá, tudo bem? Pois é, estamos na sexta-feira de Carnaval. Bem, como todos já sabem, o Carnaval teve origem nos cultos aos deuses pagãos na Grécia e que ao longo do tempo, vários elementos foram introduzidos, como práticas sexuais, bebidas, fantasias e máscaras.
                No Brasil, ele sofreu a incorporação do samba, mais o desejo insano por festividades do brasileiro e deu no que deu. Atualmente o conceito de um “baile de carnaval” não existe mais aqui no nosso país. Isto porque a festa foi banalizada pela nossa sociedade, com o intuito de torná-la algo diferente, novo, moderno, livre. E com isso surgiu o tal do “carnaval de rua”, que, na maioria das vezes, é feito com trios elétricos, com milhares de pessoas, em vários blocos diferentes.
                Beijar, abraçar e transar são vistos como o verdadeiro objetivo dos foliões, que não se preocupam com doenças transmitidas através do beijo e nem com a quantidade de pessoas com quem fazem isso, aumentando assim o risco de contrair alguma doença. O pior é que muitos não usam preservativos e além de correrem o risco de pegar alguma Doença Sexualmente Transmissível, também correm o risco de se tornarem pais de filhos indesejados. Imaginem o quão desgraçado será aquele que nasceu de uma relação sexual casual de carnaval. Se a mulher engravidou de algum conhecido, ainda poderá receber assistência ou até mesmo se casar (o que eu acho pouco provável) com o homem, mas e se for com um daqueles homens fortes, estereótipos sexuais masculinos, que apenas querem se divertir sem compromisso? O quão desgraçada será a criança? Imagino-a, aos seis anos, perguntando do pai dela, porque os coleguinhas de classe vivem falando de seus pais. Espero que isso não aconteça.
                Enfim, está tão decadente o carnaval, que até em minha cidade eles ficaram sem opções. Esses carnavais do interior, ou até os de cidades grandes, seguem o mesmo esquema do carnaval de rua, mas em algum ambiente fechado, com poucos blocos, tudo pago, com segurança, é claro, porque eles querem a separação social. Nesses lugares, casas de show ou clubes, as pessoas se encontram ao som de uma música alta, bebem até não conseguirem mais e tentam engajar com outras pessoas, mesmo que a maioria não dance, apenas fique mexendo o corpo, como se estivessem incomodadas, mas não, estão apenas fazendo ritos sociais sem sentido. O que eu vejo nada mais é do que uma imitação da natureza, uma dança do acasalamento, por mais bizarro que seja.
                O macho, segurando alguma latinha de cerveja e balançando o pescoço, se aproxima da fêmea, que finge não o notar por alguns momentos, virando o rosto para outro lugar. O macho, que quer acasalar, pode acabar usando a força, como pegá-la pelo braço e puxá-la em sua direção e aí vem o ato decisivo, o ato da escolha da fêmea. Se ela se interessar, provavelmente seus bicos, digo...lábios se tocarão e mesmo não se conhecendo melhor, a porcentagem do coito acontecer é realmente alta, dependendo das situação do ambiente. Caso seja rejeitado, ele tentará novamente, até que a fêmea saia de perto dele e procure outros pretendentes.  Realmente, esse tipo de festa, com esse tipo de pessoa, realmente se assemelha à vida selvagem.
                Brincadeiras à parte, não que eu seja contra o Carnaval, pelo ao contrário, acho bonitos os desfiles, as fantasias e, no caso dos desfiles da tv, os elementos culturais, históricos e até mitológicos representados nas diversas alegorias, mas acho deplorável a apelação sexual e a decadência da festa em si. Qual o motivo das mulheres se vestirem com tanta vulgaridade? Mostrar que são belas? Mostrar que podem? Mostrar aos estrangeiros que temos mulheres bonitas? Atrair pessoas para as festividades? E a festa? Para que ficar bebendo sem parar? Conheço garotas de 15 anos que contam os dias o ano todo, só para o Carnaval. Não são de uma aparência muito desejável e ficam repetindo que não veem a hora de tomarem todas. Sinceramente, acho que esse tipo de festa de Carnaval não passa de um lugar para as pessoas que são, ou se sentem fracassadas na vida extravasarem, pois elas sabem que não conseguem parceiros fixos por não serem do tipo que agradam aos olhos alheios e é no Carnaval que encontram sua válvula de escape. Lá todos vão beber, todos vão se alterar. Lá eles não vão ver quem é bonito ou quem é feio, provavelmente vão agarrar a primeira pessoa do sexo oposto que encontrarem, ou do mesmo sexo. Fora as pessoas bêbadas, o forte cheiro de suor, temos nos banheiros um verdadeiro festival de conteúdo gástrico expelido pela boca em todos os cantos, uma cena realmente nojenta. Mas no final, eles vão dizer que valeu a pena ter ficado ruim quase todos os dias, ter arrumado aquela briga por causa de uma garota bêbada, que valeu aquelas feridas na boca devido ao beijo na moça desconhecida, que apesar da vergonha que passaram perto de amigos e conhecidos, valeu a pena ter feito tudo, e que nós, que não aprovamos e não somos religiosos, somos os esquisitos, os reclusos sociais que não “sabem aproveitar a vida”, como se a vida se resumisse a um festival de nojo e doenças, composto por pessoas fracassadas que aproveitam de outras para satisfazerem suas vontades e que usam a bebida e o calor da festa como desculpas por tais atos. No final, eu tenho pena deles.



                Desejo a todos um ótimo fim de semana e façam um proveito sábio do feriado prolongado. Eu vou ficar vendo anime e jogando. Um abraço a todos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário